Não podemos esquecer que nossa categoria surgiu de práticas milenares. Desde os primeiros atuantes nas boticas nossa profissão sofre alterações e atualização constantes. Novas áreas de atuação, novas pesquisas, novas formas de pensar e agir. Não apenas os profissionais mudaram, mas também o mundo mudou. Um exemplo é a internet, cada vez mais viva em nosso cotidiano. É a mídia com o máximo de interatividade e com tantos acontecimentos e por que nossas leis continuam as mesmas?
Talvez não sejamos capazes de responder a essa pergunta ou não paremos para pensar no que tudo isso pode influenciar em nossa profissão. Hoje, não temos sequer um valor modelo de quanto vale nossos serviços, claro que em um país de dimensões imensas isso pode ser difícil de padronizar, pois temos condições de trabalho e salários muito díspares.
As duas leis mestras de nossa profissão a 3820/60 e a 5991/73, uma com 49 anos outra com 36 anos, mostram que elas estão ultrapassadas. É isso que devemos discutir, porque até nossa formação mudou e teve reformulação nesses últimos 30 anos. Por que nossas leis continuam antiquadas e sofrendo remendos ocasionalmente? Essa resposta tem que ser dadas por nós, profissionais que vivemos o dia-a-dia, que enfrentamos todos os tipos de problemas e anseios da população.
Sabemos que temos propostas em tramitação no Congresso Nacional, algumas propõe salário-padrão, outras mudam a forma de orientação do comércio farmacêutico. O certo é que todas elas são propostas por grupos que não debatem conosco para saber o que a categoria pensa sobre isso. O momento é de reflexão e uma união em torno da profissão.
Gustavo Pires é Farmacêutico.





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